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20 de Agosto de 2019

Violência Política.

Precisamos refletir.

Raphael Wilson L. Stein, Bacharel em Direito
há 10 meses

Quero compartilhar uma reflexão, respeitando sempre as opiniões e pensamentos contrários.

Afinal, estamos numa Democracia.

O assunto que vou abordar aqui, talvez não seja do agrado de muitos, mas peço licença para respeitosamente prosseguir.

De tempos em tempos temos o direito de eleger nossos representantes através do voto individual e secreto, garantido na Constituição Federal como um dos grandes baluartes do Estado Democrático de Direito.

Cada um vota (ou pelo menos deveria ser assim) naquele que acredita ser o mais preparado para bem agir em prol do Interesse Público, seja no cargo de Presidente, de Senador, Deputado, Governador, Prefeito e Vereador.

Lembremo-nos todos: o voto garante poder de representatividade que emana do Povo, devendo em favor deste ser aplicado independentemente de opção sexual, raça, cor, etnia, ou credo.

O problema sério que se instaura nesse período eleitoreiro, e devemos estar atentos, vem da violência e intolerância manifestada/ despertada nas pessoas.

Tem gente disposta a travar as mais sangrentas batalhas para fazer ecoar e prevalecer no seu meio social, que o seu candidato é o melhor para o cargo disputado, nem que isso custe a sua vida ou a vida alheia.

Noutros casos, amizades são desfeitas, matrimônios chegam ao fim, pais e filhos passam a se estranhar, e tudo apenas por divergência política.

Essas coisas estão a revelar que as pessoas parecem ter esquecido de raciocinar criticamente.

A Política não deve ser encarada desta maneira.

Aquele que incentiva e gosta da violência através da Política, não sabe o que é Política, não tem a dimensão do que realmente é Democracia, e acaba passando longe de valores caros a qualquer ser humano, tais como a liberdade, a igualdade, a paz e o bem estar social.

Não é desrespeitando o outro que pensa diferente de nós, que iremos nos tornar seres humanos melhores.

Que possamos discutir nossas ideias com a certeza da compreensão e respeito do outro, sem violência, sem manipulação, e sem ofensas, para que ao final possamos com liberdade e paz escolher os nossos representantes através do voto, que é corolário lógico da Democracia.

11 Comentários

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As disputas pelo poder, não só no Brasil, mas também no mundo, sempre foram marcadas pela violência. No início do século passado (28/06/1914), tivemos o atentado que matou o arquiduque austríaco Francisco Ferdinando e sua esposa e que se constituiu no estopim da Primeira Guerra Mundial. No Brasil vimos, por exemplo, o candidato a prefeito de Itumbiara (GO), José Gomes da Rocha, ser assassinado durante uma carreata. Em 06 de setembro deste ano a violência chegou, porém, à campanha pela Presidência da República com a facada desferida contra o candidato Jair Bolsonaro que quase o tirou do páreo. Esses fatos recomendam redobrarem-se os cuidados com os candidatos no segundo turno e também nas próximas eleições.

Com efeito, o radicalismo, a violência e a intolerância sempre estiveram presentes em qualquer lugar ou atividade humana, inclusive no tocante ao regular exercício de uma profissão. Vale, a propósito, rememorar a notícia contida no Paraná Portal de 10 de julho de 2018 no sentido de que o juiz Sérgio Moro foi ameaçado de morte nas redes sociais, por conta da sentença que condenou Lula a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex no Guarujá. Segundo a notícia do Portal, constava em um dos posts no Twitter a seguinte mensagem: “Gente, temos que mandar matar o Moro”.

Sem dúvida, deve ser muito gratificante ser aclamado e carregado nos braços do povo, ou desfilar em carro aberto acenando para uma multidão empolgada e calorosa. Não obstante, impõe-se lembrar que candidatos e figuras públicas não devem se expor tanto, como Bolsonaro fez em Juiz de Fora (MG) e John Kennedy no Texas (EUA) em 1963. Há sempre algum tresloucado disposto a acabar com a festa. continuar lendo

A política brasileira não tinha tanto ódio embutido há alguns anos.

O que eu penso que aconteceu é que houve uma combinação, tipo tempestade perfeita, em que a esquerda achou um adversário à altura e seus principais líderes estão ou serão presos.

Percebam que governos de esquerda costumam ter oposição fraca. Mas a esquerda na oposição é raivosa, pois não aceita rodízio. E costuma atrapalhar seriamente quem pensa diferente. Hoje começa! continuar lendo

Newton, agradeço seu comentário.

A sua visão que você coloca é válida.

A grande questão que se impõe, entretanto, é que a tolerância política, tema do artigo, não é uma questão a ser observada pela esquerda ou direita, e sim por todos nós.

E penso o candidato à altura da esquerda que você menciona, com todo respeito, não se mostra realmente à altura de nada.

De todo modo, agora que eleito, torçamos para que tudo se encaminhe bem em prol do interesse público.

Abs. continuar lendo

Muito se fala em tolerância política, coisa que nunca houve em governos de esquerda.

Bolsonaro pode até não estar à altura do desafio, mas se até Lula (criminoso condenado e semi analfabeto) e Dilma (ex-terrorista) foram presidentes, qualquer um pode.

Espero que o país acerte o passo, a despeito da torcida contrária. continuar lendo

como fala o Ministro Barroso, vivemos intensamente todos os ciclos do atraso: a escravidão, o coronelismo, o golpismo , a manipulação eleitoral, a manipulação astuciosa de alguns Estados membros da Federação, o populismo , o anticomunismo legitimador de barbaridades diversas, uma ditadura civil e outra militar... A constituição de 88 completou este ano somente 30 anos, a democracia e jovem e com a violência so se demostra a falta de madurez do povo, falta entender que não existe solução FACIL, para resolver o que seculos não resolveram, falta educação, mas pelo menos a o fato da liberdade de votar... a historia e o pior juiz para saber se a decisão tomada foi a certa ou a errada... continuar lendo

Guilhermo, concordo plenamente. Excelente a sua reflexão. continuar lendo

A disputa pelo poder no mundo sempre foi violenta. Vale lembrar o assassinato do 16º Presidente dos EUA, Abraham Lincoln, em 15 de abril de 1865 e, em 28 de junho de 1914, na cidade de Seravejo, na Bósnia, houve um atentado que tirou a vida do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco e de sua esposa, fato que funcionou como estopim da primeira guerra mundial. Em 22 de novembro de 1963, o 35º presidente dos Estados Unidos da América, John Fitzgerald Kennedy, foi morto no Texas, quando desfilava em carro aberto.

Segundo levantamento feito por AOS Fatos, a partir de bases de dados públicas, no Brasil a coisa não é muito diferente; uma média de nove políticos eleitos foram assassinados por ano entre 2007 e 2018. Nesse período, 97 prefeitos e vereadores foram mortos no Rio de Janeiro. Segundo o mesmo portal, as investigações dos crimes são pouco efetivas e em apenas dois casos a polícia apontou suspeitos das mortes. Da mesma forma, em 28/09/2016, o candidato a prefeito de Itumbiara (GO) foi assassinado durante carreata. O vice-governador do estado e um advogado foram, igualmente, baleados. Também houve atentados contra candidatos em outros estados (Portal G1 de 29/09/2016).

Recentemente, mais precisamente a 6 de setembro deste ano, o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro recebeu uma facada que quase o tirou da corrida presidencial. Infelizmente, a violência é uma realidade e os candidatos precisam tomar bastante cuidado. É muito agradável ser carregado nos braços do povo e aclamado por uma população calorosa, mas não há perder de vista sempre haver algum tresloucado disposto a acabar com a festa. continuar lendo

Ricardo, maravilhosa a sua visão.

Realmente há uma violência absurda no campo político, e que vitimou não só candidatos em disputa eleitoral, como também candidatos efetivamente eleitos.

Isso é muito triste, porque essa violência também está presente entre os eleitores, e as estatísticas de mortalidade são grandes, notadamente nesta eleição presidencial.

Respeito à condição humana deve ser sempre a palavra de ordem nas eleições. continuar lendo